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Começar algo novo.
Avançar com calma.
Ver a peça crescer aos poucos.
E, por um momento, parecia que seria assim.
A bolsa de square começou.
Os primeiros pontos vieram.
As cores se encontraram.
O desenho começou a aparecer.
Ela já dava sinais do que seria.
Mas a semana mudou.
As encomendas chegaram.
Os pedidos pediram prioridade.
O que era plano virou adaptação.
E a bolsa ficou pela metade.
Esperando no canto.
Com linhas ainda soltas.
Com cara de “depois eu volto”.
E, às vezes, isso pesa.
A sensação de não finalizar.
De interromper no meio.
De olhar algo bonito começando… e não conseguir continuar agora.
Quem cria conhece isso.
Nem tudo depende de vontade.
Às vezes depende de tempo.
De urgência.
Do que precisa vir antes.
Mas o que fica pela metade também tem valor.
Porque não é fracasso.
É processo.
É a prova de que algo começou.
De que existe ideia ali.
Intenção ali.
Futuro ali.
Nem toda peça nasce pronta no tempo que a gente queria.
Algumas esperam.
Ficam quietas por um tempo, até a hora certa de voltar pra mão.
E quando voltam…
voltam diferentes.
Com outro olhar.
Outra pressa.
Ou nenhuma.
Essa bolsa ainda não terminou.
Mas já importa.
Porque, às vezes, o valor não está só no que foi concluído.
Está também no que continua esperando para existir.
E isso também faz parte de criar.
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