Às vezes, a gente acha que está escolhendo só um detalhe.
Um bichinho pequeno, feito à mão, com pontos delicados e um jeito quieto de existir.
Mas talvez não seja só isso.
Talvez a gente não escolha só um produto.
Talvez a gente escolha o momento que quer guardar.
O Cenourito, por exemplo, chega com aquele ar de passagem.
Tem cheiro de Páscoa, de tempo marcado, de coisa que vem… e vai.
Ele não foi feito pra ficar pra sempre.
Foi feito pra marcar um instante.
Já o Coelhito… não.
O Coelhito é daqueles que permanecem.
Faz parte da coleção, da rotina, do cantinho que a gente monta devagar.
Ele não tem pressa.
Não depende de data.
Não vai embora quando a estação muda.
Talvez seja por isso que eles se encontram.
Um, pra guardar o agora.
O outro, pra acompanhar depois.
E no fim…
Talvez seja isso que a gente leva pra casa.
Não só um amigurumi.
Mas um pedaço do tempo — do jeito que a gente escolheu sentir.
O Cenourito fica por pouco tempo.
O Coelhito continua por aqui.
Quem você escolhe hoje?
Coelhito ou Cenourito?

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