Sexta-feira 13, gatos pretos e fios de crochê


Hoje é sexta-feira 13.

Um daqueles dias que muita gente olha com um pouquinho mais de cuidado.

Tem quem evite passar debaixo de escadas.
Quem fique desconfiado ao cruzar com um gato preto.
E quem prefira simplesmente não arriscar.

Mas a verdade é que ninguém sabe exatamente de onde surgiu essa fama de azar.

O que existe são histórias.

Algumas bem antigas.

Uma delas vem do cristianismo.
Na Última Ceia, Jesus estava reunido com seus doze discípulos.
Treze pessoas à mesa.

Entre elas, Judas.

No dia seguinte — uma sexta-feira — aconteceu a crucificação.
E, ao longo do tempo, a ideia de treze pessoas reunidas começou a ser vista como sinal de mau presságio.

Outra história vem das antigas lendas nórdicas.

Conta-se que o deus Odin organizou um grande banquete para doze convidados.
Mas Loki, o deus da confusão, apareceu sem ser convidado.

Ele virou o décimo terceiro à mesa — e a reunião terminou em tragédia.

Talvez por isso muita gente ainda torça o nariz quando o número 13 aparece.

E existe também um pedaço de história real.

Em 13 de outubro de 1307, que por coincidência caiu em uma sexta-feira, o rei Felipe IV da França ordenou a prisão de centenas de Cavaleiros Templários.
O episódio ficou marcado como um dia de perseguições e injustiças — e acabou reforçando a má fama da data.

No fim das contas, a sexta-feira 13 virou um grande encontro de lendas, histórias e superstições.

E entre todas elas…
talvez a mais famosa seja a do gatinho preto.

Dizem que cruzar com um deles pode dar azar.

Aqui na Casa, a gente resolveu lidar com isso de outro jeito.

Quando um gatinho preto aparece,
a gente pega fio, agulha e um pouco de paciência

e transforma ele em amigurumi.

No fim das contas, o único perigo que existe mesmo

é você olhar para ele
e decidir que precisa levar um pra casa. 🐈‍⬛🧶

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