nem todos os fios viram amigus.
Alguns viram presença.
Silêncio.
Oração.
Nem todo fio nasce para contar uma história com olhos e sorriso.
Alguns nascem para acompanhar momentos mais quietos.
Momentos de pausa.
De gratidão.
De pedido também.
Os terços de crochê da Casa nasceram assim.
Ponto a ponto,
conta a conta,
cada parte feita devagar.
Não é só forma.
É ritmo.
O mesmo gesto que faz o fio passar pela agulha
é o gesto que, muitas vezes, acompanha uma prece.
Entre os dedos, o terço marca o tempo.
Uma oração depois da outra.
Um pensamento depois do outro.
E é curioso perceber que, no fim,
o crochê e a oração têm algo em comum.
Os dois pedem calma.
Pedem repetição.
Pedem presença.
Talvez por isso alguns fios não queiram virar personagens.
Eles preferem virar caminho.
Um caminho simples
entre as mãos
e o coração. 🤍

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