A referência não muda.
A memória que ele carrega, também não.
Mas o fio muda.
Muda o toque.
Muda o peso nas mãos.
Muda a presença no espaço.
Um fio mais fino pede atenção ao detalhe,
aproxima,
convida ao silêncio.
Um fio mais grosso ocupa,
marca,
se impõe com suavidade.
Nenhum é melhor.
Nenhum é errado.
São experiências diferentes
para o mesmo personagem.
Por isso a escolha do fio
nunca é só técnica.
É sensorial.
É intenção.
Qual você sente primeiro?
Às vezes,
a resposta vem antes do olhar.
Vem no tato.
Vem no corpo.
E é aí que o personagem começa a existir
de verdade.

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