Não porque ocupam espaço físico,
mas porque criam raiz.
Viram referência interna.
Viram medida de cuidado.
Viram silêncio que a Casa reconhece.
Outros seguem.
Ganham colo novo, rotina nova,
outra história para habitar.
E isso também é bonito.
Mas nenhum passa ileso.
Todo personagem que nasce aqui
deixa algo:
um aprendizado,
um ajuste de mão,
um tempo respeitado,
uma emoção que não se repete igual.
Mesmo quando vai embora,
fica um vestígio.
Uma marca invisível,
mas concreta.
Porque afeto não é abstrato.
Afeto pesa.
Afeto ensina.
Afeto transforma quem faz.
Isso é afeto concreto.

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