Você não pode comprar amor…

mas pode comprar amigurumi, que é quase a mesma coisa.

Porque amor também é gesto pequeno.
É presença silenciosa.
É algo que fica quando ninguém está olhando.

O amigurumi nasce assim.
De um tempo oferecido.
De mãos que repetem o mesmo ponto com cuidado.
De alguém que escolheu fazer devagar.

Ele não chega pronto.
Ele se constrói.
E talvez por isso toque tanto.

Porque carrega o que não se vê:
atenção, paciência, intenção boa.

Um amigurumi não fala,
mas escuta.
Não corre,
mas espera.

Ele fica perto.
No colo.
No canto da cama.
Na memória de quem recebeu.

Às vezes é presente.
Às vezes é companhia.
Às vezes é só um jeito delicado de dizer:
eu pensei em você.

Você não pode comprar amor.
Mas pode levar para casa algo feito com ele.

E, no fim,
é quase a mesma coisa.

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