A fé não se anuncia.
Ela permanece.
Não precisa ser grande para ser firme, nem visível para ser sentida.
Às vezes, cabe inteira na palma da mão — e ainda assim sustenta dias, escolhas, silêncios.
Essa Santinha nasce pequena, quase discreta.
Mas carrega um peso que não se mede em tamanho.
É feita de gesto lento, de cuidado repetido, de fio que se cruza como quem reza sem palavras.
Delicada no corpo.
Inabalável no significado.
Ela não está aqui para impor, nem para explicar.
Está para acompanhar.
Para lembrar que força também pode ser suave,
e que o sagrado, muitas vezes, mora nos detalhes mais simples.
Na Casa, fé é presença.
E presença, quando é verdadeira, nunca é pequena.
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